sábado, 4 de maio de 2013

Funk: A máscara posta em nossas faces.



Como é de praxe de grande parte da sociedade negar o funk, também há a outra parte que a incentiva com argumentos sobre a cultura da favela, que respeito. Entretanto há os que neguem esse estilo musical e ao embalar da noite vão até o chão. Quanto ao gosto musical, cada um tem o seu, e tem o direito a escolher o que quer ouvir, isso não se discute. Mas o problema está na generalização feita pela mídia e que é passada para o exterior. Um povo que só joga futebol passa o dia na praia de Ipanema e ouve funk.  Depois ficam bravos com o Stallone falando que só há macacos no Brasil.
Como já afirmei, cada um ouve o que quer, entretanto um dos maiores problemas está quando você é obrigado a ouvir o que não quer, não preciso falar desses nossos “amigos” de ônibus com suas “lindas” músicas a todo volume, pois é uma realidade que todos já conhecemos e vivenciamos, seja em ônibus, seja na rua. Todavia isso já esta sendo bem encaminhado no Estado de São Paulo, com o projeto de lei 19. 731/2012, de autoria do deputado Carlos Geilson determina uso de fone de ouvido em aparelhos sonoros enquanto o passageiro permanecer no interior de ônibus intermunicipais, micro-ônibus, vans, catamarãs, trens, entre outros meios de transporte. Felizes serão os ouvidos paulistas, e aqui não me refiro apenas ao funk, mas a todos estilos musicais, pois independentemente da música a tocada em alto volume, sem acessórios de fones de ouvido, causa certo desconforto aos outros passageiros que não são obrigados a gostar do que estão ouvindo.
Caso fosse apenas os sons altos em transportes públicos e vias públicas, não seria tão ruim assim, o fato é que o conteúdo musical (se é possível dizer que há algum conteúdo) na maioria das vezes é com apologia a sexo, seja na dança, seja na letra, seja nas roupas. Como se o ser humano vivesse apenas para um fim, reprodução em massa da espécie. É aí, meus amigos, que eu me refiro que somos comparados aos macacos, é aí que não se enxerga a racionalidade humana, pois é difícil acreditar que uma pessoa que só pensa em sexo seja muito racional. Onde ficar escrevendo música de “eu quero dar pra você” “venha me f....”(e não vou seguir aqui falando de letras de funk, pois não quero baixar o nível do texto) é bonito, mostrar a bunda com roupas sensuais às duas e meia da tarde é cultura, onde está o bom senso? Há crianças assistindo essa programação, que vão achar que isso que é o legal, ficar balançando a bunda, e fazendo danças com apologia ao sexo é bonito. Hoje uma criança de 4 anos fazendo dancinha do créu, quadradinho de oito, é bonitinho, bate palma pra ele (a), depois tem filho com 12 anos e não sabe o que fez de errado.
Pergunto-me, será que esses compositores de funk têm a criatividade tão limitada ao ponto de ter de apelar a roupas pequenas, e danças pornográficas para conseguir chamar a atenção? Já não sei responder isso a vocês, entretanto nossa música já encantou o mundo, e não foi necessário mostrar a bunda para ninguém.
Onde estão os talentos como Vinícius de Morais, Tom Jobim, Chico Buarque, Renato Russo? Dentre muitos outros talentos que existem/existiram e não citei para não deixar o texto extenso. Eu respondo a vocês, eles estão em casa, escrevendo lindas canções que nunca irão tocar nas rádios, pois o bonito é usar calcinha fio dental em rede nacional. O que a mídia quer, é bunda na TV pra ganhar audiência. Enquanto isso, nossos ouvidos são massacrados com composições de péssima qualidade, e os verdadeiros artistas sem incentivo para encher nosso povo de orgulho mais uma vez.
Quero deixar claro que não tenho nenhum preconceito contra quem ouve funk, todavia respeitem que não gosta. Mídia, o povo brasileiro não é o bobo da corte do mundo, nós também podemos escrever lindas canções, como já fizemos, parem de impor que todo brasileiro ouve e tem que ouvir funk. Obrigado.